O tempo não passa, nos que discorremos nele, escorremos esparramados, e amarrados, efémeros, os dias não o são, nos sim, vivemos e morremos, talvez morremos mais que vivemos, tudo continua, ou melhor, as pessoas continuam, somos apenas produtos numa esteira, em uma fábrica suja e desordenada, mas que a esteira não pára, de uma lado são construídos e do outro reciclados, num ciclo inútil, somos isso, um grande nada.
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>, como você pode me dizer isto, <>, o que faz você pensar isto? E as interrogações acabam se transformando em buracos negros, onde se vai para lugar nenhum, e tudo deixa de <>, olha, a interrogação até me lembra, é como se fossem dois pontos, um existe e o outro esta sendo destruído pela força do buraco negro, mas o outro será o próximo!?
Somos algo? O ser, o que seria o ser? O que estou escrevendo, estou me perdendo em palavras, abstrações ¿inúteis? sobre não se sabe o que, mas não se sabe que se sabe, e agora, ¿aonde está a resposta, ela existe? Será tudo, mesmo, um grande nada, uma incógnita, seria apenas um monte de símbolos desordenados e descoordenados, inúteis? Não, na realidade tudo isto me parece opaco, tudo é nada, não, também digo, nada não é, é algo que existe e não é, ou, é e não existe, algo simplismente sem direção, até mesmo sem sentido...
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