quarta-feira, 28 de abril de 2010

Inútil Ética

A questão ética está além da emergência do cotidiano, por estar no cotidiano, poderia-se considerar uma constante a trivialidade da luta ética, entre o que é e o que não é ético, algo reduzido, mas de forma a concentrar a ética em meros debates do que seria ética, dificilmente se vai além disto, mesmo quando buscam-se o ser ético, hão fatores que tornam esta ética, em ética-a-vir, então, como em devaneio cria-se e recria-se, numa frustrada tentativa de construir ou ao menos encontrar os alicerces da vida social.

Temos a diferença entre ética, moral e direito, sendo ética como uma ciência, a moral o senso de ética, por assim dizer, e, direito o que deve reger a vida em sociedade, mas na realidade, atribui-se a vida social, digo, a sua existência mediante conflitos entre pessoas, conflitos de toda a sorte, as três, e são tratadas como se todas ou cada ordenasse esta, a vida social, temos então uma bela divisão, além de diversos sistemas, mas esta divisão e sistemas não existem, são tão visíveis quanto as divisas geográficas, mas também tão aplicáveis quanto, já que como as divisas existem apenas pela força humana de sistematização.
Sendo assim, as três, ética, moral e direito, estão separadas, uma diz, a outra pensa e age, e, a última impõe, o certo e o errado, e atribuem ao errado punições, de alguma forma qualquer, de modo que a pessoa que sofreu dano seja ressarcida, mas isto, no geral, implica em dano ao tido como infrator, como forma a evitar o errado, e "diminuir o benefício" que o infrator tenha o o dano implicado.

Bem, agora temos uma noção das funções deste "tripé" da sociedade, sabemos que não é perfeito nem para seus próprios parâmetros, mas, é o que nos é imposto, por diversas formas e maneiras, sendo impossível fugir, assim como o contato social, isto, acredito, tenha se iniciado, como maneira para preservação da vida, ainda em animais, pela evolução, talvez tenha sido em seres unicelulares, como forma de preservar o espaço, que deverás, é essencial a vida, então se pensa uma ética, e isto e aquilo é certo, tal coisa é errada, se A fizer isto então não é errado fazer ato qualquer, temos diversos sistemas, regras, normas, e em todas as relações sociais, estamos presos a isto, ainda antes de nascer, mas também não quero me deter em quando inicia-se a responsabilidade, e até mesmo o que seria, não, fujo do carater reducionista que criou tantas coisas que só existem em si.

Vivemos numa sociedade, óbvio, somos submissos a ela, e, ainda que não o fosse em sociedade, teríamos que determinar o que fazer a cada momento, ou mesmo fazer coisas que nos são naturais, que são características de cada espécie, para então determinar, e a sociedade, monta uma série de barreiras, de modo a que sejamos minimamente mais controlados, mas temos barreiras, punições, a torto e a direito, e não existe ética que se aplique, existem pensamentos, que como coletivos, seguem sem destino, mas continuamente impulsionados, do certo e errado, algo por vezes tão arbritário quanto necessário, e estando em meio a isso fica difícil pensar, sem acabar sendo mais um reducionista inútil.

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