O sol me acorda, os segundos escorrem no relógio, outra nova rotina, coisas novas, e tristes, na jornada o sol se torna quente e irritante, um amigo é esquecido, e tudo continua, a fome vem, o sol é tomado por nuvens cinzas, o dia até parece melhorar, e em meio a carros e pessoas a chuva começa a cair, pessoas correm e se espremem em busca de abrigo, de fato o dia melhorou, as mesmas pessoas então aparecem, a mesma comida, e tudo não passam de surpresas meio desagradáveis, negócios não são resolvidos e o dia é abandonado, a chuva ainda cai, e os segundos deslizam, todos ainda estão no dia.
Agora consigo um tempo só, sinto quanto é difícil se desfazer das pessoas, elas continuam a existir e a importunar, e ainda necessito importuna-las, não dá nem para fugir, minha mente cansada de monismos dualistas, ao absoluto incerto e ao relativo totalitário, não queria pensar, bastava suprir algumas necessidades, não sei porquê, ainda sigo em frente, ainda penso como me parece ser a maneira correta, para conseguir algo, estou perdido em meio aos outros.
A indecisão constante deixa àmostra uma necessidade, vinte anos e nada para fazer, entrando no buraco que é as necessidades criadas, os desejos artificiais, vinte anos e agora não posso desistir, abandonar tudo, as estrelas sempre morrem, seguir em frente como todos como soldados que vão a guerra, o fim só vem mais rápidos, o verão é esquecido, o tempo passa mais rápido, nem dá para amar ou viver, objetivos que nunca são alcançados, e se o são a satisfação não existe, e sim um novo objetivo para chegar, tenho objetivos infinitos, mas quero satisfação.
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